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Tech is

Human

O futuro

do trabalho

Como a onipresença da tecnologia está despertando valores humanos na relação com trabalho.

Apesar do pessimismo que ronda o imaginário sobre o futuro do trabalho, onde a automação poderia tornar as habilidades humanas obsoletas, o comportamento das novas gerações e o próprio excesso de tecnologia estão atraindo valores humanos para os negócios, a educação e as escolhas profissionais. 

Será o fim do trabalho?

Desde “The End of Work” (de Jeremy Rifkin, 1995), o futuro parece amargo para o mercado de trabalho. Quando a humanidade entendeu que a automação iria substituir o ser humano em grande parte dos postos de trabalho conhecidos, passou os mais de 20 anos seguintes tentando prever as possíveis catástrofes de um cenário assim. Segundo um estudo do Fórum Econômico Mundial (relatório Futuro do Trabalho), até 2020 o número de empregos perdidos para a tecnologia pode chegar a 7,1 milhões.

De fato, o desenvolvimento tecnológico é o que sempre marcou as revoluções industriais que mudaram o mundo. No final do século dezessete, a vedete da primeira revolução industrial foi a máquina a vapor, que impulsionou toda a indústria moderna. Já no final do século dezenove, as indústrias química, de aço, petróleo e elétrica constituíram a segunda revolução. A terceira teve como grandes marcos a ampliação das fontes de energia no mundo e a robótica. E a quarta se caracteriza pela convergência digital, física e biológica que estamos conseguindo fazer com tecnologias como a nuvem, a internet das coisas, big data, inteligência artificial e biotecnologia, basicamente. As empresas de tecnologia hoje dominam o mundo dos negócios. Uma pesquisa da BrandZ avaliou a marca Google em US$ 302 bilhões, contra US$ 301 bi da Apple. Em terceiro e quarto lugar estão Amazon e Microsoft.

O Valor das Competências Humanas

Mas nem tudo está perdido para o homo sapiens. Ao mesmo tempo em que a automação é um processo sem volta, 65% das crianças que hoje no Ensino Fundamental terão empregos que ainda nem existem (Fórum Econômico Mundial). Segundo estudo da Gartner, a inteligência artificial vai criar 2,3 milhões de empregos em 2020, enquanto elimina 1,8 milhões. Ou seja, o mercado ainda vai mudar muito e nos levar a lugares que não podemos imaginar. A melhor forma de se preparar para esse novo mercado é prestar atenção às transformações que estão acontecendo agora e reconhecer nelas os embriões desse futuro. Tendências em consumo, educação, meio acadêmico, obtenção de renda, novas profissões e ambiente de trabalho nos dão uma dica do que está por vir.

 

Dentre as descobertas desse estudo, a maior delas é, no mínimo, curiosa, para não dizer irônica, e vai animar os otimistas. Aparentando ser uma espécie de resgate da nossa relevância em meio a tanta tecnologia, a Quarta Revolução Industrial tem revelado a importância das competências humanas para a gestão e a transformação do mercado de trabalho. Elas estão sendo colocadas no centro das tomadas de decisão tanto conscientemente, como é o caso os parâmetros de recrutamento e seleção nas empresas, quanto intuitivamente, como a preferência das novas gerações por empresas mais transparentes. 

 

O presente estudo identificou as 10 competências mais recorrentes nas tendências reunidas pela WGSN. São elas:
 

Criatividade

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Inteligência Emocional

Capacidade de Experimentação

Empatia

Compartilhamento

Comunidade

Transparência

Colaboração

Mindfulness

Espírito Empreendedor

Elas prometem definir os próximos soft skills mais exigidos pelas empresas daqui para a frente. Essas 10 competências serão visíveis em tudo o que envolve a vida profissional, desde a nossa capacitação para entrada no mercado até a noção que teremos de sucesso e satisfação. Por isso, mapeamos a jornada do trabalho e pudemos identificar o impacto do fator humano em cada etapa:

"Os alertas mais calamitosos de perda de emprego confundem inteligência artificial com automação – o que ofusca o maior benefício da I.A., que é a combinação de inteligência humana e artificial, onde ambos se complementam. Os líderes de TI não devem se concentrar apenas no aumento líquido projetado de empregos."

Svetlana Sicular _ vice-presidente de pesquisa do Gartner

Design gráfico e ilustrações: Caco Neves