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Recomendações:

Como Chegar Bem

ao Futuro do Trabalho

EIXO

FUTURO

O estudo do Linkedin, Tendências Globais de Recutamento 2018, que entrevistou mais de 8 mil especialistas em recursos humanos aponta que a contratação de talentos se tornou extremamente transacional. As buscas por candidatos, a série de entrevistas e a triagem repetitiva são cansativas, ineficientes e mesmo entediantes. Estamos em uma nova era de recrutamento, que se concentra nas partes mais gratificantes do trabalho, a humana e a estratégica.

As quatro tendências deste ano estão fazendo exatamente isso. A proposta do Linkedin é acompanhar a tendência e concentrar o processo de aquisição e desenvolvimento de recursos humanos justamente em sua porção mais humana:

AS PRINCIPAIS TENDÊNCIAS QUE ESTÃO MOLDANDO O FUTURO DO RECRUTAMENTO E DAS CONTRATAÇÕES:

• A diversidade é a tendência que trará mais mudanças, e já está sendo por mais da metade das empresas. Muito além de recrutar minorias, a empresa que quer absorver a diversidade precisa criar um ambiente de segurança psicológica para seus funcionários. A sensação de pertencimento é o que permite que eles possam ser sua melhor versão no trabalho e a empresa se beneficiará disso. A recompensa é uma cultura mais forte, um desempenho melhor e mais informações sobre seus clientes segundo o estudo. Equipes diversas são mais produtivas, inovadoras e engajadas.

 

• As novas técnicas de entrevista (p.ex., avaliações de competências interpessoais e testes na prática) estão ganhando espaço como formas de melhorar as entrevistas tradicionais, mas a adoção ainda está no início.

 

• Cerca de metade dos recrutadores entrevistados no estudo vêem os dados como críticos para o futuro das contratações, mas sua utilização de forma consistente ainda não se difundiu.

 

• Mesmo sendo a tendência que menos avançou, a inteligência artificial (IA) deverá ser a mais revolucionária de todas. Além disso, ela provavelmente já está inserida no dia a dia de muitas empresas.

SÓ O SER HUMANO PODE CONSTRUIR CULTURA

A inteligência artificial não vai substituir o profissional de RH, mas sim empoderá-lo. Ao dar conta da fase analítica, mais mecânica, ela permite ao avaliador focar na fase estratégica e dar mais atenção à avaliação de competências interpessoais, que só um ser humano pode fazer. O maior aprendizado desse estudo é que que as empresas ainda precisam das pessoas para persuadir e negociar, para entender as necessidades dos candidatos e para construir comunidades e culturas.

 

Paradoxalmente, quanto mais usamos a tecnologia, mais podemos investir no lado humano do trabalho. Embora ainda não seja fácil para um computador formar um vínculo com um gestor de contratação ou convencer um candidato a mudar de cidade, no futuro a tecnologia vai melhorar e começará a se infiltrar nas tarefas mais avançadas, ampliando ainda mais as funções que o profissional de RH exerce hoje

CAPITAL HUMANO É O MELHOR INVESTIMENTO

“Capital humano” pode ser entendido como o conjunto de conhecimento e habilidades que permitem às pessoas criar valor no sistema econômico global, reconhecendo que isso é impulsionador de uma economia próspera e inclusiva. A importância desse conceito é tanta que o World Economic Forum criou um “Índice de Capital Humano Global” para acompanhar o nível de desenvolvimento das nações nessa transição. Ele mede os elementos quantificáveis ​​do potencial de talento em cada país e nos mostra que ainda há muito espaço para melhorar.

Lacuna no desenvolvimento do capital humano, por região, 2017 (Relatório do WEF):

Em média, o mundo desenvolveu apenas 62% de seu capital humano medido por este Índice. Ou seja, as nações estão negligenciando ou desperdiçando, em média, 38% de seu talento.

Os líderes no ranking são Noruega (1º), Finlândia (2º) e Suíça (3º). Os dois países com melhor desempenho na região de América Latina e Caribe são a Argentina (52º) e o Chile (53º). As duas maiores economias da região, México (69º) e Brasil (77º), estão no meio e na metade inferior do Índice, junto com o Peru (66º) e a Colômbia (68º). Nas fileiras inferiores da região estão a Venezuela (94º) e nações da América Central, como Honduras (101º).

Esse estudo faz um alerta: é preciso investir no desenvolvimento de talentos em todo o ciclo de vida útil e produtiva - por meio da educação e do emprego – porque isso aumenta o capital humano. Dados da pesquisa, feita em parceria com LinkedIn, confirmam que a especialização e a capacidade do indivíduo se expandem à medida que ele começa a trabalhar. Essa divisão de responsabilidade das escolas com o mercado de trabalho pode promover uma verdadeira revolução nos sistemas educacionais e nas tomadas de decisão das empresas.

TECH IS HUMAN

"Concentre-se em valorizar as pessoas. Enriqueça o trabalho das pessoas, repense antigas tarefas e crie novas indústrias. Transforme sua cultura para torná-la rapidamente adaptável a ameaças ou oportunidades relacionadas à inteligência artificial”, diz Svetlana Sicular, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

 

Pesquisas sugerem que muitos consumidores ainda preferem interagir com um parceiro de vendas experiente quando visitam uma loja, especialmente em áreas especializadas, onde atendentes bem informados exercem influência significativa na satisfação do cliente. Embora se reduza a mão de obra em atividades operacionais, os varejistas terão dificuldade em eliminar os consultores de vendas tradicionais do esquema, segundo estudo da Gartner. A inteligência artificial passará a ser vista como uma forma de amplificar as experiências do cliente, em vez de apenas remover os seres humanos de cada processo.

"A tecnologia pode assumir tarefas repetitivas e mundanas, liberando humanos para outras atividades, mas a simbiose de humanos com ela será mais sutil e exigirá reinvestimento e reinvenção, em vez de simplesmente automatizar as práticas existentes"

Mike Rollings _ vice-presidente de pesquisa de I.A. da Gartner